A Acronis (representada em Portugal pela WhiteHat) lançou hoje o primeiro barómetro Global Disaster Recovery Index (GDRI), estudo que classifica a confiança dos gestores de TI nas operações de backup e recuperação.
Com inquéritos feitos a três mil pequenas e médias empresas, conduzido pelo Ponemon Institute, o GDRI revelou que, embora as preocupações com o backup e recuperação variem de acordo com a região geográfica, as empresas procuram uma solução chave-na-mão e integrada para o backup e recuperação de dados em todos os ambientes (físicos, virtuais e cloud).
A grande maioria (68%) dos gestores de TI concordam com o facto de que o maior desafio num ambiente híbrido é movimentar os dados entre os três ambientes. Além disso, a maioria das empresas utilizam actualmente pelo menos dois ou três backups separados tornando a recuperação de dados (Disaster Recovery) numa tarefa mais complexa.
Numa escala global, as pequenas e médias empresas americanas ocupam a décima posição no grupo das que estão preparadas para cenários de backup e disaster recovery. Aproximadamente, um terço das empresas americanas reconheceram não possuírem quaisquer cópias de segurança dos seus dados, nem estratégias para a recuperação, apontando a falta de orçamento ou recursos como principais razões.
«Sem estes recursos e tecnologias para fortalecerem uma estratégia de recuperação de dados, mais de metade (62%) expressaram preocupação acerca da sua habilidade para evitarem downtime substancial no caso de ocorrer uma falha grave», sublinha a Acronis.
Apenas 40% têm confiança que a recuperação seria rápida e 38% acredita que as suas equipas de TI estão qualificadas para responderem rapidamente a operações de recuperação de dados. «No geral, esta análise revelou que as empresas americanas gastam menos 10% em soluções de backup e disaster recovery do que outros países», refere-se no mesmo estudo.
Muito confiantes: Alemanha, Holanda e Suíça
Este grupo de países é dotado dos melhores métodos, políticas e procedimentos para a estratégia de backup e operações de disaster recovery. Por este motivo têm a máxima confiança de que podem recuperar rapidamente os seus dados no caso de uma falha no sistema. Na prática, 50% mais confiantes do que a média.
Confiantes: Singapura, Hong Kong e Japão
Este grupo tem o melhor pessoal qualificado para a execução de operações de backup e disaster recovery no caso de um incidente grave. Surpreendentemente são os que mais apostam na utilização de soluções de backup separadas para ambientes físicos, virtuais e na cloud (67%, 66% e 70% das organizações).
Na média: Noruega e Suécia
As empresas suecas e norueguesas são as que desviam o maior orçamento para as soluções de backup e disaster recovery do que qualquer outro país incluído neste estudo (16% e 17% respectivamente). Contudo, são as mais renitentes a aderirem à cloud, citando como principal razão, a falta de confiança. Enquanto na maioria dos países se vai registar um aumento médio de 87% na presença na nuvem nos próximos 12 meses, no caso destes dois países (Suécia e Noruega) será apenas de 20% durante o mesmo período.
Menos confiantes: Inglaterra, Austrália e Estados Unidos
As empresas localizadas na Inglaterra, Austrália e Estados Unidos obtiveram um resultado baixo no que concerne à sua confiança na possibilidade de se evitar um downtime significativo no caso de um incidente grave (27% / 44% / 38%). No que diz respeito à recuperação dos dados com sucesso, os australianos relevaram-se os menos confiantes. Apenas 22% das empresas australianas consideram que seriam capazes de recuperar rapidamente no caso de ocorrer um incidente. Importa salientar que neste caso a média global é de 50%.
Espaço para crescerem: França e Itália
Este países admitem que não possuem uma estratégia de backup e recuperação de dados (41% e 45%) e são os menos prováveis a recuperarem rapidamente no caso de um incidente. Investem a menor percentagem no orçamento de TI de todos os países inquiridos, 5% e 4% respectivamente. As taxas de virtualização também se encontram entre as mais baixas. Já no que concerne à nuvem as empresas francesas e italianas esperam ver a utilização da nuvem crescer entre os 23% e 350% respectivamente nos próximos 12 meses.
Este estudo foi conduzido pelo Ponemon Institute em 13 países. Mais de 3000 administradores de sistemas foram inquiridos em pequenas e médias empresas com menos de 1000 funcionários. Detalhes acerca do método utilizado no cálculo dos valores e da forma como cada país aparece podem ser encontrados aqui.